Para ler ouvindo: Vida Louca Vida - Cazuza
Primeiro de tudo: Feliz ano novo! ahiehahe
Tem coisa melhor que passar as férias com o Amore? Certeza que não.
Passamos sete dias em Morungaba, no interior de SP, cidadezinha que vivo citando, onde ficamos na chácara da minha madrinha, sozinhos. Pegamos o colchão da cama e o colocamos no chão da sala, de onde só tiramos no dia em que fomos embora. Adorei cozinhar pro Mo, passear com ele, pular no colchão e dar cambalhota.
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| Nem pentear o cabelo a gente penteava mais |
Essa viagem aconteceu na semana anterior ao Natal, e nós voltamos pra SP no dia 23 de dezembro. As festividades de final de ano foram comemoradas com nossas famílias e fiz questão de ficar no aniversário da minha mãe. Então, dia 13 de janeiro, fomos para Monte Verde, em Minas Gerais, na serra.
Tudo lá é lindo de olhar. Tirando o péssimo estado das estradas, não há do que se reclamar. Ficamos em um hotel fazenda por cinco dias. Assim que chegamos lá, descobrimos um salão de patinação no gelo. Eu fui toda linda e calorosa me achando A patinadora do gelo, né? Saí deslizando pelo piso escorregadio naquela lâmina fina em movimentos sutis e velozes... O resultado? Caí de bunda no gelo, soltando um grito de desespero de quem estava morrendo de medo de bater o cóccix no chão e ficar paraplégica e levantando aquela nuvem de gelo em volta. Vieram o Du e o instrutor e me levantaram. Roxa de vergonha, me levantei com a bunda molhada e fingi que não tinha acontecido nada.
Depois dessa aventurança que me rendeu uma boa e divertida dor nas costas, passamos o dia sossegados, deitados na rede do chalé. Já no segundo dia, resolvemos fazer arvorismo. Tudo muito lindo e muito legal; os obstáculos não pareciam difíceis,
nem estou com medo!, pensei eu, inocente. Assim que cheguei na fase em que você atravessa por um fio de aço para chegar à outra plataforma, ME DESESPEREI. Sério, gente. Agarrei a árvore igual a um macaquinho. O monitor tentava me convencer que eu conseguiria dizendo que era fácil e que eu não precisava ter medo. Eu estava a uns cinco metros no chão! Comecei a rezar... Dei um passo... Ave Maria, cheia de graça... Outro passo... O Senhor esteja convosco... Mais um passo... Ai moço do céu, Nossa Senhora... Bendita sois vós entre as mulheres... Se eu morrer, eu quero avisar minha mãe, Deus, senão ela me mata... Então senti uma pressão na cintura, era o monitor me puxando para a plataforma pela corda de segurança. GENTE, A CORDA DE SEGURANÇA! Se acontecesse de eu cair, ela iria me segurar! Daora, a vida!
Enfim na plataforma e convencida da segurança da corda de segurança, passei para o próximo nível, que era uma espécie de teia de aranha em que eu tinha de me agarrar. Passei por ela numa boa. Depois passei por alguns troncos retorcidos de árvores que balançavam demais, mas sobrevivi, confiante na cordinha de segurança.
Puxa, é cordinha mesmo, pensei.
Mas é segura, ou não estaria aqui, né? Peraí, não teve uma menina que pulou de bungee jump e a corda estourou, lá na África? Ai meu Deus, avisa minha mãe que eu vou morrer, avisa lá, avisa lá...
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Ô moça, vira pra mim pra eu encaixar sua corda na tirolesa. - eu estava agarrada na árvore em que estava a plataforma com os braços e as pernas.
- Moço, eu bem queria, até porque eu não tenho medo de tirolesa, mas eu to é morrendo de medo porque a árvore tá balançando muito e eu sei que ela vai cair.
- Ah, você sabe que ela vai cair, então?
- Claro moço, certeza. Eu preciso me segurar pra, no máximo, quebrar alguma coisa.
E não é que o homem ficou rindo da minha cara? Indignada com aquilo, me virei, corajosa que sou, e quase caí desequilibrada. Deu tempo de ele pegar minha corda e me prender na tirolesa. Aaah, a tirolesa. No final das contas, a coisa menos radical daquele treco. Enquanto sentia o vento batendo no meu rosto, pensei
Caramba, eu posso dar xilique, né, afinal sou mulherzinha. Mas e o Du? Deve estar morrendo de medo e nem pode demostrar! Ai gente, tadinho!
Quando desci da tirolesa, o Dudu chegou logo atrás de mim. Assim que o rapaz soltou sua corda, chamei ele de lado, afim de não expor o medo dele, né, e perguntei se ele estava bem e se ainda estava com medo.
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Ainda com medo? Mas aquilo é tão tosco! Eu até confesso que fiquei com medo da árvore cair por causa do vento forte.
- Mas você não sentiu nem dor de barriga?
- Não, e você, Macia?
- EU NEM SABIA MAIS O QUE ERA TER BARRIGA, MEU FILHO
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| Nós dois perdemos o bingo pelo mesmo número! |
Depois disso, os dias foram regados a bingo (no qual deixamos de fechar a cartela várias vezes pelo mesmo número), bilhar, jogos de carta, caminhadas e cavalgadas. A minha égua era a Catarina, leeeerda que só ela, mas que era a aventura radical que eu estava procurando.
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| Eu e a Catariiiina :) |
Vida boooa com meu vida ;)